04/09/2013

Hoje vi te nos meus sonhos, tão pouco reais, tão muito impossíveis. Lá estavas tu com o olhar de esperança de quem acredita que eu posso vir a ser uma pessoa melhor.
Chegas te e eu no meu vicio de sempre, cigarro na mão, a ouvir uma musica que a letra não importava mas a melodia falava por mil palavras. Reclamavas sempre por eu nunca deixar o meu vicio, que conseguia dar lhe mais importância do que a ti. Mas ai te enganas, há muito tempo que o meu vicio és tu. O cigarro só me faz esquecer o "eu" que tanto detesto e que tu dizes adorar. Vieste até mim, deste me um beijo na cara e tiraste me o cigarro da boca como adoravas fazer só para me ver amuada por me tirares o meu pequeno calmante que enchias de batton.
Nunca percebes te que eras o melhor de mim e eu era o pior de mim. Um dia talvez um dia componha uma musica no piano, porque sempre ouviste melhor uma musica do que palavras soltas. Sabias que eu não toco piano em frente a ninguém, mas arranjas te forma de me apanhar desprevenida e apanhar me entre notas que descreviam a minha alma. Sempre conseguis -te chegar até mim, fizes - te o impossível, porque nunca acreditas - te em impossíveis.
Vieste para minha beira, partilhas te comigo um whisky de final de dia, sabes o quanto eu não gosto de beber isso, porém bebo para esquecer o que sempre me atormenta. Acreditas mais do que ninguém que eu posso vir a ser feliz, lutas por isso, é fascinante a tua luta mesmo sabendo o quanto estragada eu estou. Nunca me deixas abusar nas bebidas, dizes que não resolvem os problemas, mas não sabes como desejo beber uns copos a mais, anestesiar me do mundo e ficar só contigo perto de mim, prometo não levar ao extremo.  Sabes toda a minha vida, todos os meus extremos, nunca fui de meio termo, isso levou me à destruição, à falência emocional. Contei te todas as vezes que bebi até ao limite, fumei até ao limite, agredi me até ao limite. Mas cá estou, graças a ti.

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